Esta é uma pergunta que tem tanto de extraordinariamente simples como de difícil resposta. Há 136 recomendações diferentes entre 200 países e instituições.
Neste confronto opõem-se, como modelos para adultos saudáveis, 2-3 refeições versus 4 a 6 refeições ou mais, por dia.
Parte da dificuldade de chegar a consenso quanto ao número de refeições que devemos fazer tem origem em não conhecermos ainda a resposta do organismo a múltiplas combinações simultâneas que podemos fazer, em populações muito distintas:
< O número total de refeições que se faz;
< Em qual delas se apostou para ser a mais importante em termos energéticos e nutricionais, com ou sem pequeno-almoço e qual a distribuição circadiana da energia que daí resulta, mais ou menos centrada na 1ª ou 2ª metade do dia;
< O número de horas de jejum no dia (incluindo o da noite), nomeadamente se é de longa (mais do que 3 dias) ou de curta duração (intermitente);
< Regularidade (tão importante!) que conseguimos dar à distribuição e número de refeições que escolhemos.
Enquanto se “anda à caça” da melhor resposta, com base nos argumentos apresentados nos trabalhos mais recentes, optarmos pela ditribuição de refeições que mais acreditamos estar adaptada a cada indivíduo, parece ser o mais adequado.
< Saber que na regulação circadiana, a tendência para mais fome pode exibir um pico entre as 17h e as 21h e mais baixa no período entre 1h e 5h da manhã (mais ou menos o perfilar do nosso pequeno-almoço).
< Ingerir a maior parte da energia no início do dia, com o pequeno-almoço (1º almoço);
< Conseguir um padrão de refeições que estenda o jejum da noite de forma a não jantar pelo menos nas 2h antes de antecedem o deitar.
