Há vantagens em considerarmos uma dieta alcalina?

Curiosamente, as dietas alcalinas são daquelas que, para além de plausibilidade científica, possuem também alguma sustentação baseada na evidência, não estivéssemos nós no fundo a falar de uma abordagem que visa aumentar a ingestão de hortofrutícolas. Assim, uma dieta alcalina parece favorecer a preservação de massa magra/muscular quer em mulheres num alargado espectro etário quer em idosos. Já na massa óssea o efeito não é tão claro pois a homeostasia do cálcio não é afetada de modo muito significativo pela carga ácida da alimentação. Integrando toda esta informação há que reconhecer que quer a massa óssea quer a massa muscular beneficiam igualmente da ingestão de proteína, daí que a solução não passe pela diminuição drástica da ingestão de carne, peixe, ovos e lacticínios mas sim por contrabalançar com um adequado aporte de fruta e legumes. Todas estas recomendações vão ganhando força com a idade e com o potencial declínio da função renal, uma vez que em indivíduos jovens e
saudáveis não é expectável que exista qualquer desequilíbrio ácido-base no nosso organismo.
No fundo o grande ensinamento das dietas alcalinas vai no sentido do aumento do consumo de fruta e legumes e, quanto a isso, nada contra.
O que acontece é que para algumas pessoas será sempre mais fácil de convencer a fazer a “dieta do pH” do que aumentar a ingestão de hortofrutícolas. A “fruta” é a mesma, “vende-se” é de forma diferente.